Leishmaniose tegumentar americana no Brasil entre 2007 e 2024

estudo epidemiológico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47822/bn.v15i1.1262

Palavras-chave:

Brasil, Epidemiologia, Incidência, Leishmaniose cutânea

Resumo

Objetivo: realizar uma análise epidemiológica da leishmaniose tegumentar no Brasil entre os anos de 2007 e 2024, com base nos dados de pacientes notificados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Materiais e Métodos: estudo descritivo, baseado em dados secundários obtidos na base do DATASUS. Foram incluídos todos os pacientes com diagnóstico confirmado de leishmaniose cutânea americana no período analisado. As variáveis observadas foram: ano de notificação, sexo dos pacientes e região de ocorrência. Resultado: foram registrados 340.624 novos casos de leishmaniose cutânea americana no Brasil entre 2007 e 2024. O pico de notificações ocorreu em 2012 (25.204 casos), enquanto o menor número foi em 2024 (8.316 casos), evidenciando uma tendência de redução ao longo dos anos. Em relação à distribuição geográfica, a região Norte concentrou o maior número de casos, com pico em 2014 (11.160), seguida pelo Nordeste, com maior incidência em 2010 (9.553). A doença mostrou predomínio em homens, com maior proporção em 2015 (75,4%). No entanto, houve uma leve elevação proporcional nos casos femininos, alcançando 29,3% em 2024. Conclusão: a análise epidemiológica indica uma redução gradual nos casos de leishmaniose tegumentar no Brasil entre 2007 e 2024, com destaque para a região Norte como área de maior incidência. A doença continua afetando majoritariamente homens, embora a proporção de casos femininos tenha aumentado nos anos mais recentes. Esses dados reforçam a importância de estratégias regionais de vigilância e controle da doença.

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

Magalhães, M. J. da S. de ., Amorim, J. P. B. ., & Silva, T. E. S. . (2026). Leishmaniose tegumentar americana no Brasil entre 2007 e 2024: estudo epidemiológico. Bionorte, 15(1), e1262. https://doi.org/10.47822/bn.v15i1.1262

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