Epidemiologia dos acidentes por animais peçonhentos no município de Francisco Sá, Minas Gerais, durante 2015-2017

Palavras-chave: Animais venenosos, Picadas de escorpião, Mordeduras de serpentes, Sistemas de informação em saúde

Resumo

Objetivo: identificar o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos no município de Francisco Sá, Minas Gerais, durante 2015-2017. Método: trata-se de um estudo descritivo, exploratório, retrospectivo, documental, com abordagem quantitativa, realizado no banco de dados de domínio público do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. A amostra foi composta por 207 acidentes notificados durante o período de 2015-2017. Utilizou-se um formulário semiestruturado como instrumento de coleta de dados. Os dados foram discutidos conforme epidemiologia descritiva simples. Resultados: observou-se prevalência de vítimas de acidentes por animais peçonhentos do sexo masculino (51,6%), faixa etária entre 40-49 anos (32,3%), trabalhador rural (35,7%), estadiamento leve do agravo (79,7%) e apenas um óbito notificado. Houve maior proporção de casos no ano de 2017 (38,6%), do tipo escorpiônico (79,7%), em zona rural (55,5%), com maior acometimento no mês de junho (7,2%). Conclusão: houve um aumento significativo do número de casos neste período com maior acometimento em adultos jovens, sendo estes trabalhadores rurais do sexo masculino. A clínica do evento demandou apenas observação de seis horas no hospital não havendo evolução sintomática, bem como não requerendo soroterapia profilática, de modo a estabelecer a alta hospitalar e do evento.

Biografia do Autor

Priscila Karolline Rodrigues Cruz, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Enfermeira, Especialista em Urgência e Emergência, Trauma e Terapia Intensiva, Mestre em Cuidado Primário em Saúde pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Montes Claros, MG, Brasil.

João Alves Pereira, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Enfermeiro, Especialista em Atenção Básica em Saúde da Família, Mestrando em Ciências da Saúde pela Universiade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Montes Claros, MG, Brasil.

Tânia Portella Costa, Secretaria de Estado de Saúde do Paraná

Bióloga, Especialista em Saúde Coletiva, Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal. Curitiba, PR, Brasil.

Publicado
2021-04-13
Seção
Artigos originais